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Empatia: você sabe por onde começar?

Por Ana Pereira
Empatia

4 conceitos para desenvolver a empatia

Já refletimos sobre empatia, quando evoluímos o conceito de “colocar-se no lugar do outro” para uma disposição de compreender o ponto de vista do outro. E, nisso surgem algumas perguntas importantes:

  • É possível sair de um estado de apatia para a empatia?
  • E, se isso é possível, como desenvolver esta habilidade? 

Sim, acredito firmemente que é possível desenvolvermos pensamentos e atitudes empáticas. Basta disposição, paciência e resiliência.

Estereótipos atrapalham a empatia

O primeiro aspecto que vamos considerar é a consciência a respeito de nossos pensamentos rotuladores. O rótulo é sempre oriundo de um sentimento depreciativo. E, logicamente que isso não pode ser bom.

Rotular é estabelecer estereótipos, ou seja, criar tipos estéreos, que não possuem uma identidade concreta, são o conjunto de características criadas por terceiros a respeito de outrem.

Os estereótipos que vamos criando durante nossas vidas são fruto da construção da nossa cosmovisão a respeito das outras pessoas, especialmente daqueles que consideramos “diferentes” de nós.

A capacidade de avaliar, classificar e julgar foi vital ao processo evolutivo dos seres humanos, porém precisamos abrir mão de confiar cegamente nas impressões que temos sobre as pessoas, palavras, coisas e situações. 

Por isso, te convido a dar uma segunda e talvez até mesmo uma terceira chance antes de rotular algo ou alguém. Você pode refletir se o que está concluindo a respeito da outra pessoa é algo que realmente faz parte da identidade dela, ou é só você construindo um personagem a partir de suas próprias referências.

Fazendo isso você vai criar um filtro natural na sua percepção sobre o outro e, de alguma forma, evitando a criação de um estereótipo que na maior parte das vezes leva a atitudes preconceituosas.

USE A Criatividade Propositiva

Ter criatividade propositiva, ou positiva, também é um exercício poderoso. Ou seja, ao invés de preencher o que não sabemos com hipóteses negativas, podemos criar uma história que não faça do outro um vilão. 

Em vez de sugerir que há algo de mau no sujeito diante de nós, podemos partir do pressuposto de que todo ser humano tem a capacidade de ser alguém bom e que tem algo de bom a oferecer. Não é ser ingênuo é, apenas, acreditar no melhor das pessoas.

Pense comigo, pode ser que aquela pessoa que você tem dificuldade de lidar porque acredita ser muito arrogante nunca teve alguém que lhe mostrasse o quanto suas palavras e atitudes passam uma impressão ruim. Quem sabe você entrou na vida dela exatamente para dar-lhe tal percepção.

Isso não significa que você estará concordando com a maneira arrogante de ser de tal pessoa, mas que passará a vê-la como alguém que está se desenvolvendo e você faz parte desse processo evolutivo.

Desterritorialização

Palavra difícil, né? Mas, se abrir para desterritorialização é algo fundamental para começar a exercer a empatia. Desterritorializar-se é compreender que a territorialidade não é sobre um “pedaço de terra”, mas é sobre o conjunto de variáveis que formam nosso ser e nos dão a noção de pertencimento.

Por isso, conhecer sobre diferentes realidades, culturas, religiões e costumes pode fortalecer nossa musculatura empática, pois temos a oportunidade de perceber como os pontos de vista das pessoas são formados a partir de suas experiências e do seu nível de conhecimento, seja ele científico ou não. 

E, para isso você não precisa abrir mão da sua identidade ou territorialidade. Muito pelo contrário, a ideia de desterritorializar é compreender que podemos conviver com territorialidade diferentes da nossa.

Portanto, te incentivo a procurar livros, filmes, vídeos sobre estilos de vida diferentes do seu, e imagine que, assim como você considera que sua maneira de viver é ‘o normal’, aqueles que vivem outras realidades possivelmente pensarão o mesmo a teu respeito.

Isso é diversidade, isso é humanidade, isso é empatia: procurar olhar o outro sob uma perspectiva não alienante e respeitosa.”

Alteridade

Por fim, trago esse conceito tão interessante. A alteridade é o passo seguinte à empatia. A medida que entendendo que as pessoas são diferentes, estou pronto para me aproximar, conviver e aprender.

Alteridade é quando nos abrimos para integrarmos com o diferente tendo a compreensão de que somos iguais. E isso vale para classe social, gênero, raça, religião e afins.

É na alteridade que o preconceito pode ser vencido. É nela que aprendemos a vivência coletiva em harmonia. E, por isso, te convidamos para experimentar a alteridade cumprindo o mandamento que move nosso ministério: “amem uns ao outros como eu os amei”.

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Ana Pereira
Pedagoga, Socióloga, Psicopedagoga, Especialista em Gestão de Conflitos e Práticas Restaurativas, Guardiã de Círculos Virtuais de Construção de Paz, Formada em Prevenção, Mediação e Transformação de Conflitos. Especializando-se em Docência no Ensino Superior e Mestranda em Resolução de Conflitos e Mediação;

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